Março Azul-Marinho: prevenção ao câncer colorretal
Entender quais são os fatores de risco, realizar exames preventivos e adotar um estilo de vida saudável são atitudes fundamentais para evitar a doença. Saiba mais!
A campanha Março Azul-Marinho foi instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar as pessoas sobre o câncer colorretal. De acordo com a instituição, esse é o terceiro tipo de câncer mais comum no mundo. Além disso, é o segundo que mais causa mortes, atrás apenas do câncer de pulmão.
Hoje, os métodos de rastreio da doença estão bastante avançados, e existem inúmeros estudos científicos que comprovam que um estilo de vida saudável pode diminuir as chances de desenvolver o câncer colorretal. Ou seja, a prevenção está ao alcance de todos, assim como o diagnóstico precoce.
Continue a leitura para saber mais sobre essa doença e a campanha Março Azul-Marinho.
O que é o câncer colorretal?
O câncer colorretal, também chamado de câncer de intestino, se desenvolve no trato intestinal, nas regiões do cólon (intestino grosso) e do reto. Normalmente, a doença se forma a partir de pólipos, que são pequenas lesões, semelhantes a uma verruga.
Na prática, o pólipo intestinal é um tumor benigno, comumente assintomático e que não tem a capacidade de crescer descontroladamente a ponto de invadir outros órgãos e causar metástase, como ocorre com o câncer (que é um tumor maligno).
Apesar disso, é importante identificar logo a presença desse tipo de lesão, que é mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Isso porque estima-se que 30% dos pólipos podem evoluir para um câncer com o passar do tempo.
O pólipo intestinal é diagnosticado por meio da colonoscopia, um exame de rastreio que deve fazer parte da rotina preventiva a partir dos 45 anos — ou antes disso, para quem tem histórico de câncer colorretal na família.
Diagnóstico e tratamento
Durante a colonoscopia, caso seja constatada a presença de pólipos intestinais, o médico já faz a retirada e encaminha o material para análise anátomo-patológica (biópsia). Esse exame vai confirmar se a lesão é benigna, pré-cancerígena ou cancerígena.
A biópsia é um procedimento essencial por duas razões: possibilita a análise precisa sobre o tipo de lesão presente no intestino; e, ao retirar o pólipo, elimina-se o risco de que ele evolua, futuramente, para um câncer.
Outra coisa que você precisa saber é que o câncer colorretal é uma doença curável, na maior parte dos casos. A taxa de cura é superior a 90% quando o diagnóstico é feito precocemente.
É por esse motivo que as campanhas de conscientização, como o Março Azul-Marinho, são tão relevantes. Sabendo que, na fase inicial, os pólipos ou mesmo o câncer intestinal podem ser assintomáticos, é necessário estimular a população a adotar uma rotina de cuidados preventivos.
Quais são os fatores de risco?
Outras informações essenciais que são disseminadas durante o Março Azul-Marinho estão relacionadas aos fatores de risco. Isto é, elementos que podem provocar ou potencializar o desenvolvimento do câncer colorretal.
Entre as condições que predispõem o organismo à doença, há causas naturais, como o processo de envelhecimento, e fatores hereditários, que precisam ser acompanhados. Além disso, o desenvolvimento do câncer é influenciado pelo estilo de vida e, nesse caso, os hábitos podem ser corrigidos para evitar o problema.
Conheça os principais fatores de risco do câncer de intestino:
- idade (as chances de desenvolver a doença aumentam conforme envelhecemos, e é mais comum que ocorra a partir dos 50 anos);
- alimentação rica em calorias, açúcares, gordura, embutidos, carnes e produtos industrializados ou ultraprocessados;
- histórico familiar de pólipos e câncer, principalmente, entre parentes em primeiro grau (como pais, irmãos e filhos);
- sobrepeso e obesidade;
- tabagismo e consumo excessivo de bebida alcoólica;
- sedentarismo;
- diagnóstico de outras doenças do intestino, como retocolite ulcerativa ou Doença de Crohn.
Quais são os sintomas do câncer colorretal?

A campanha Março Azul-Marinho também dá visibilidade aos sintomas do câncer colorretal. Assim, contribui para o diagnóstico precoce, o que aumenta em muito as chances de cura dos pacientes.
Todas as pessoas devem ficar atentas aos principais sintomas e procurar orientação médica caso manifestem qualquer uma das condições que descrevemos a seguir.
Alterações intestinais
É preciso prestar atenção às mudanças no funcionamento habitual do intestino. Por exemplo, a pessoa costuma evacuar diariamente e passa a ter constipação, ou o contrário. Deve-se observar também se há diferença no padrão das fezes, em relação à consistência, cor e odor.
Presença de sangue nas fezes
Essa situação pode ser identificada se houver sangramento ao evacuar ou se as fezes estiverem com coloração entre vermelho-escuro e preto. O exame de fezes também pode identificar a presença de sangue oculto, que é difícil de observar a olho nu.
Perda de peso
A redução drástica do peso corporal sem motivo aparente é outro sinal de alerta, que precisa sempre ser investigado.
Cansaço e anemia
O cansaço e a fraqueza podem se manifestar e, normalmente, estão associados à anemia provocada pela doença. Se não há apatia, mas um hemograma tiver constatado anemia, é necessário avaliar o que está causando o problema.
Desconforto abdominal e intestinal
Sintomas como dor e cólica na região abdominal podem ocorrer. É possível que ocorra sensação de estufamento e, também, de que o intestino não foi esvaziado por completo ao evacuar.
Diarreia e prisão de ventre
Esses são dois sintomas frequentes de câncer colorretal e podem, inclusive, ocorrer alternadamente.
Como evitar o câncer colorretal?
A prevenção é a grande mensagem trabalhada na campanha Março Azul-Marinho. Vale a pena destacar que os cuidados preventivos servem tanto para evitar a doença quanto para diagnosticá-la precocemente, o que aumenta a taxa de sucesso do tratamento.
Que tal incluir as medidas de prevenção na sua rotina? Veja o que você precisa fazer!
- Acabe com o sedentarismo: pratique regularmente, pelo menos, 30 minutos de alguma atividade física de sua preferência.
- Melhore a alimentação: aumente a ingestão de fibras e consuma ao menos três porções de frutas, legumes e verduras todos os dias, sempre diversificando o cardápio.
- Consuma cereais integrais: dê preferência aos cereais integrais, como arroz, pães, aveia, quinoa, cevada, entre outros.
- Beba água: a recomendação mínima é em torno de 35 ml por quilo corporal.
- Evite embutidos e ultraprocessados: esses produtos não são recomendados, então consuma pouco e esporadicamente.
- Limite o consumo de carne vermelha: prefira carnes brancas e magras — a vermelha pode fazer parte da alimentação saudável, desde que sem excessos.
- Controle o peso: procure manter o peso adequado para a sua idade e altura.
- Não fume: o tabagismo está associado a diferentes doenças — entre elas, vários tipos de câncer.
- Beba com moderação: a bebida alcoólica pode ser ingerida sem exageros.
- Monitore: faça exames preventivos e acompanhamento médico de rotina, principalmente, se você tem histórico familiar de pólipo intestinal ou câncer na família.
A conscientização promovida pela campanha Março Azul-Marinho pode melhorar a qualidade de vida da população. Agora que você já sabe mais sobre o assunto, não deixe de adotar um estilo de vida saudável e lembre-se da importância do diagnóstico precoce: se identificou fatores de risco e sintomas associados à doença, procure orientação médica.
Baseada no cuidado com as pessoas, a ação Março Azul-Marinho pode ajudar a reduzir o número de casos e de agravamento do câncer colorretal. Já pensou em causar um impacto como esse na vida das pessoas? Como profissional da saúde, você pode fazer a diferença. Quer saber como? É o que nós ensinamos aos nossos alunos no curso técnico de enfermagem!
